Fundador do Pluga Bank compra Finvest e cria Banux
Empresa nasce com cerca de cem fundos, que somam mais de R$ 9 bilhões em patrimônio
Jefferson Araújo, empreendedor mineiro que criou uma série de startups, incluindo o Pluga Bank, comprou a Finvest DTVM, de Luís Cláudio Garcia de Souza, e está criando uma nova holding, a Banux, que pretende ser uma plataforma completa de soluções para o sistema financeiro. Ele se uniu a e Luiz Tastaldi, ex-Ogilvy, estrategista político e criador do Manifeste-se, e Evandro Santos, ex-Singulare e QI Tech.
Araújo é engenheiro de software e fundou a Genial Logística em 2010, que depois foi vendida. Na sequência, criou a Global Innovation, que presta serviços de gestão financeira para micro, pequenas e médias empresas. Depois, lançou ainda a Integra NF-e, uma emissora e monitora de notas fiscais; a plataforma de cobrança Movvime; a Saxxes, que atua como âncora para operações de risco-sacado; a DealSign, de assinatura eletrônica; a tokenizadora Reciv; a gestora Okean Invest; e ainda o Pluga Bank, que presta serviços de banking as a service.
“Tenho uma jornada de mais de 15 anos de construção de várias empresas, sem nunca ter tomado um real de crédito no mercado”, afirma o executivo, que trouxe todas essas empresas para a Banux. No ano passado, ele chegou a um acordo com Souza para comprar a Finvest - a Reag, de João Carlos Mansur, havia anunciado a compra da DTVM em 2022, mas o negócio nunca se concretizou, pois não houve aprovação do Banco Central. “Eu comprei a Finvest em novembro do ano passado e estamos em fase final de aprovação pelo BC”, diz Araújo. Tastaldi e Santos têm “stock options” e, assim, devem se tornar sócios da Banux. Souza ficará no conselho consultivo. Já Rubens Zogbi Filho, ex-UBS, Credit Suisse, Bradesco e Reag, será diretor comercial.
A Banux nasce com cerca de cem fundos, que somam mais de R$ 9 bilhões em patrimônio, e deve atingir no fim de 2026 um faturamento anualizado de R$ 100 milhões. “Sempre construímos soluções para o setor financeiro e, com a compra da DTVM, embarcamos toda essa tecnologia aqui dentro. Nosso diferencial é tecnologia proprietária e a agilidade que isso nos dá para construir soluções customizadas para os clientes”, diz Souza.
A holding tem cerca de 200 funcionários, incluindo cem desenvolvedores em uma “fábrica de softwares” em Itajubá (MG). A empresa se mudou recentemente para uma nova sede na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.
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