• Ricardo Bomfim

BGC cria plataforma de negociação de crédito privado.

Atualizado: 24 de mar.

Ideia é fomentar mercado secundário para títulos de dívida


A corretora BGC Liquidez montou em parceria com a Luz Soluções Financeiras uma plataforma digital de negociação de títulos de dívida de empresas voltada a investidores institucionais que atuam com crédito privado.


De acordo com Erminio Lucci, CEO da operação brasileira da BGC, o objetivo é dar mais transparência para este mercado, que ainda é muito centrado em balcão. “Há inúmeros títulos privados com menor liquidez, então a plataforma pretende dar maior agilidade e transparência nas negociações para resolver esse problema. Quanto menos líquido for o mercado, maior o descasamento entre preço de compra e de venda”, explica o executivo.


Suelen Salgo, CEO da Luz Soluções Financeiras, diz que a ideia é fomentar o crescimento do mercado secundário para esses ativos de crédito privado. A executiva destaca que um dos diferenciais da plataforma é o uso da ferramenta Pop Br, que calcula diariamente o preço justo ou provável de ativos de crédito de menor liquidez para servir como uma referência.

“Isso dá tranquilidade em caso de resgates em um fundo de crédito, pois dá uma maior segurança para negociar uma banda de preço”, afirma a executiva.


De acordo com ela, o objetivo da nova plataforma é que fundos de pensão, gestoras e escritórios tenham maior transparência para fazerem ofertas e escolherem com quem farão suas transações.


Lucci avalia que hoje a diferença entre o mercado de dívida corporativa do Brasil e o de países desenvolvidos como os Estados Unidos ou a Europa é que nessas regiões a maioria das empresas consegue emitir um título se tiver uma governança razoável, enquanto aqui a maior fonte de financiamento para companhias de capital fechado ainda é via bancos.


O executivo aponta que, em 2021, o Brasil teve um aumento de 15,5% nas negociações e emissões de crédito privado. Entretanto, ele enxerga um espaço menor para expansão do segmento neste ano, diante do ambiente macroeconômico. “Pelas incertezas eleitorais e pela volatilidade do mercado americano em meio ao ciclo de aperto monetário do Federal Reserve, há uma janela pior para emitir dívida”, analisa.


Por outro lado, ele entende que alguns produtos, como as debêntures ligadas à infraestrutura, continuarão a ter boas perspectivas e que a paralisação não será total. Leia a matéria completa aqui: https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/01/31/bgc-cria-plataforma-de-negociacao-de-credito-privado.ghtml





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