• Victor Leite

Apoiada por Softbank, Olist compra firma logística PAX no Brasil


Apoiada pelo Softbank Group, a empresa viu sua receita dobrar em 2020, com mais brasileiros recorrendo ao ecommerce em meio a restrições de mobilidade impostas pelo vírus (Imagem: Divulgação/Julia Yazbek/Endeavor Brazil)

O grupo brasileiro de ecommerce Olist comprou a startup de logística PAX, num cenário em que a pandemia do novo coronavírus acelera a migração tanto de vendedores quanto consumidores para plataformas online na maior economia da América Latina.


Apoiada pelo Softbank Group, a empresa viu sua receita dobrar em 2020, com mais brasileiros recorrendo ao ecommerce em meio a restrições de mobilidade impostas pelo vírus. Com a aquisição, cujo valor não foi revelado, o Olist busca ofertar mais serviços aos comerciantes que utilizam sua plataforma.


“PAX vai nos ajudar com o first mile da carga para o merchant pequeno, sem volume suficiente para um grande operador e com dificuldade de encontrar uma tabela de frete competitiva”, contou o presidente e fundador do Olist, Tiago Dalvi, em entrevista. Todos os 65 funcionários da PAX serão integrados ao time da companhia, segundo ele.


Dalvi disse que o financiamento vem da mais recente rodada de investimentos de R$ 310 milhões liderada pelo Softbank. Nascido em um programa de aceleração de startups no Vale do Silício em 2014, o Olist já captou um total de US$ 113,5 milhões em sete rodadas, das quais duas tiveram a participação do conglomerado japonês.


O grupo curitibano planeja expandir a infraestrutura da PAX com a abertura de 30 novos hubs em diferentes cidades brasileiras no próximo ano, afirmou o executivo.


Hoje, a startup logística conta com 5 centros cross-docking localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre.


Inicialmente, o serviço PAX estará disponível apenas aos vendedores que utilizam a plataforma Olist ou lojas parceiras, acrescentou Dalvi, mas a ideia é futuramente também ofertar para comerciantes de fora.


“Não descartamos novos aportes, mas estamos focamos agora em executar nossa estratégia,” explicou. Além da logística, áreas como ferramentas de ecommerce, serviços de pagamentos e tecnologia estão entre as prioridades, de acordo com ele.


O Olist ainda pretende acelerar o chamado Olist shops, um app lançado no começo de 2020 que já ajudou 80.000 vendedores em 165 países a montar a própria loja online em poucos minutos.


No caso da loja Olist, principal operação do grupo e que atualmente dá a cerca de 25 mil vendedores acesso a grandes marketplaces como Mercado Livre e Amazon.com, a meta é lançá-la em outros países a partir de 2021, disse Dalvi, citando a América Latina entre as regiões no radar da companhia.


Fonte: Bloomberg

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