Grupo LN
Coincorporação com empresa de maior porte é alternativa à capitalização via parceria com fundos
Por Larissa Leiros Baroni
Mesmo após 25 anos de experiência no mercado imobiliário do Paraná e de Santa Catarina, o Grupo LN não hesitou em mudar sua estratégia de negócio. A tradicional empresa familiar deixou de trabalhar sozinha para apostar em alianças comerciais e os empreendimentos modestos deram espaço para lançamentos de maior porte. As mudanças surtiram efeitos rápidos: em apenas dois anos o crescimento no faturamento atingiu 270%.
Mesmo após 25 anos de experiência no mercado imobiliário do Paraná e de Santa Catarina, o Grupo LN não hesitou em mudar sua estratégia de negócio. A tradicional empresa familiar deixou de trabalhar sozinha para apostar em alianças comerciais e os empreendimentos modestos deram espaço para lançamentos de maior porte. As mudanças surtiram efeitos rápidos: em apenas dois anos o crescimento no faturamento atingiu 270%.
Todas essas transformações, segundo Luis Napoleão Carias de Oliveira, diretor-presidente do Grupo LN, foram motivadas pelas exigências do próprio mercado nos últimos anos. "A partir de 2005, diversas incorporadoras começaram a abrir capital na bolsa de valores e algumas delas buscavam expandir suas atividades em Curitiba. Como a LN já tinha um nome respeitado na região, passou a ser visada por muitas empresas, entre elas a Cyrela", conta. Mas o modo de atuação do grupo, que, na opinião de Oliveira, não era economicamente atraente, não viabilizou as parcerias; por outro lado, fez a empresa se reavaliar.
"Conversando com essas organizações de capital aberto, percebi que a LN vivia uma realidade muito distante dos objetivos por elas esperados. Até porque nosso foco era os empreendimentos menores", relembra o diretor-presidente. "A partir daí, iniciamos um trabalho de Governança Corporativa que durou três anos", afirma.
O primeiro passo foi instituir um Conselho de Administração para a organização do organograma da empresa. Os processos de auditoria externa, controladoria e contabilidade, já instituídos, não precisaram de adaptações. O diretor-presidente afirma que a maior mudança foi na estratégia do negócio. "Passamos a focar nossas atividades em empreendimentos maiores. Ou seja, desenvolvendo condomínios de edifícios com maior VGV (Valor Geral de Vendas)", relata ele.
Com uma nova cara, o Grupo LN partiu em busca de capitais e procurou uma consultoria especializada, mas, ao invés de se capitalizar via investimentos de private equity ou venture capital, preferiu a coincorporação com uma incorporadora. "A idéia era buscar um modelo de parceria que não interferisse na autonomia da empresa, tampouco em sua gestão", destaca Oliveira.
Depois de três meses de negociação, a parceria foi fechada com a PDG Realty - incorporadora de capital aberto. Na opinião de Oliveira, "mesmo diante da aliança, o Grupo LN preservou sua independência. Uma das exigências no contrato, por exemplo, é que tivéssemos autonomia para investir em empreendimentos menores", ressalta. No acordo, a gestão dos empreendimentos é de responsabilidade da empresa paranaense. "Já o ônus e o bônus dos projetos são igualmente divididos entre as parceiras."
A negociação
O presidente do Grupo LN explica que as divisões dos investimentos, riscos e lucros são definidas de acordo com o empreendimento. "Com as definições descritas em contratos, cada um é responsável pela captação dos recursos de sua parcela no projeto", esclarece Oliveira. "As verbas são liberadas mediante as necessidades da construção", completa. O acordo contratual estabelecido entre a PDG Realty e o Grupo LN prevê ainda exclusividade mútua em Paraná e Santa Catarina, com direito de primeira recusa. "Ou seja, se um sócio perceber uma oportunidade no mercado, tem o dever de apresentá-la ao parceiro, que pode ou não querer realizar o projeto", explica Juarez Seleme, presidente da consultoria PlanCorp. Caso não haja o interesse, é possível buscar nova parceria para a realização do empreendimento. "Todos os processos devem, no entanto, ser apresentados formalmente por escrito", ressalta.
No mesmo ano em que o contrato estabelecido entre a PDG e o Grupo LN foi assinado (2008), dois grandes empreendimentos foram lançados. Hoje, já são dez projetos realizados a quatro mãos. "O tamanho dos empreendimentos do Grupo LN foi multiplicado por quatro e o rendimento da empresa aumentou 270%", enfatiza o presidente. Ele também acrescenta a movimentação desse crescimento no número de profissionais da empresa. "Para acompanhar a nova demanda foi preciso expandir o setor de projetos do Grupo", afirma Oliveira, que garante a continuidade da aliança. "Enquanto houver empreendimentos que interessem a ambas, a parceria permanece", confirma.
http://revista.construcaomercado.com.br/negocios-incorporacao-construcao/104/artigo163389-1.asp

