ÓRAMA RECEBE APORTE DE R$ 100 MILHÕES

No mais novo movimento do disputado segmento de plataformas de investimentos on-line, a Órama DTVM vai receber um aporte de capital de R$ 100 milhões do Grupo SulAmérica. A operação, assinada na manhã desta segunda, dará uma participação acionária de 25% ao grupo segurador. Com isso, a Órama fica avaliada em R$ 400 milhões após o aumento de capital ("post-money valuation").

Em junho de 2017 a Órama já havia recebido investimento minoritário da Argos, empresa da família Marinho, proprietária do Grupo Globo, que edita o Valor. O bloco de controle não se altera com o ingresso da SulAmérica. Os sócios-fundadores Selmo Nissembaum, Habib Nascif Neto e Roberto Campos Rocha continuarão a deter mais de 50% das ações depois da diluição - a empresa tem uma classe única de ações. Os Marinho ficarão com fatia de 20%. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"A entrada da SulAmérica acelera nossos planos de investimento", diz Nascif, CEO da Órama. "A Órama vinha buscando um investidor e a SulAmérica buscava uma plataforma digital de investimentos", diz Ricardo Bottas Dourado, vice-presidente de controle e relações com investidores da SulAmérica. "Essa é uma decisão de investimento do grupo, uma participação minoritária dissociada do negócio de seguros", complementa Bottas. O investimento será feito pela Sul América Investimentos DTVM na O10 Participações, controladora da Órama.

Os dois executivos ressaltaram que a independência da Órama será mantida.
O acordo prevê alguns direitos societários para o grupo SulAmérica, mas os dois executivos não deram detalhes a respeito. 

"Nossa busca por um sócio nunca foi por causa do valor financeiro.
Queríamos alguém com quem tivéssemos sinergias e que nos ajudasse no processo de crescimento", diz Nascif.

Segundo os executivos, a associação permitirá que a Órama tenha acesso aos 7 milhões de clientes da SulAmérica. A forma como isso se dará ainda não foi definida. "Os nossos mais de 36 mil corretores não podem vender investimentos, mas podem ser um agente de divulgação da plataforma", exemplifica Bottas, enfatizando que o canal de distribuição via corretores segue sendo um pilar da seguradora.

As conversas levaram quase um ano, desde a aproximação inicial, no segundo semestre do ano passado, até o desfecho ontem, quando os contratos foram assinados na sede da SulAmérica, no Rio de Janeiro.

No início deste ano, Habib Nascif havia informado que a Órama investiria R$ 50 milhões em 2019. Agora, segundo ele, tão logo os reguladores aprovem o ingresso da SulAmérica, os planos serão acelerados e a cifra investida neste ano deverá ser maior. Os investimentos serão em tecnologia principalmente.
"Queremos aumentar a funcionalidade do nosso home broker, melhorar os processos de atendimento e cadastro, ou seja, melhorar a usabilidade da plataforma. Queremos seguir com uma posição transformadora nesse mercado", diz ele.

A Órama, fundada em 2011, foi a primeira plataforma de investimentos totalmente digital. Também foi pioneira em distribuir fundos de gestores independentes com aplicação inicial menor do que a estipulada pelos próprios fundos. A empresa estreou o seu home broker em fevereiro e agora em maio lançará o acesso ao Tesouro Direto, para compra e venda de títulos públicos. "Tudo isso em linha com o objetivo de ser uma plataforma de investimentos plena, além de aberta e independente", diz Nascif.

O CEO diz que a empresa deixou de divulgar o volume de ativos sob custódia e o número de clientes, por entender que os participantes do mercado têm informado números que não são comparáveis, o que gera ruídos.

Hoje, 60% dos negócios da Órama são gerados pela plataforma B2C, ou seja, com o cliente entrando diretamente pelo site ou aplicativo da empresa. Os demais 40% chegam por meio de 240 parceiros que usam a plataforma num modelo de "white label". Nesse sistema, um consultor, por exemplo, coloca a sua marca e personaliza a plataforma tecnológica fornecida pela Órama. Esses parceiros incluem agentes autônomos, gestores de recursos, consultores e distribuidoras de valores. A própria SulAmérica passou a ser uma das usuárias do sistema da Órama há um mês e meio. "O white label não compete com a Órama. São modelos complementares", diz Nascif.

Plataformas de investimento on-line têm atraído investidores financeiros e estratégicos interessados no potencial de crescimento do setor. A XP Investimentos, líder do segmento, no passado recebeu aportes de fundos, como Dynamo e General Atlantic, e em 2018 vendeu 49,9% de seu capital ao banco Itaú. Em 2017, o fundo de private equity Advent adquiriu participação acionária na Easyinvest, mesmo ano em que o grupo chinês Fosun anunciou a compra do controle da Guide, vendido pelo banco Indusval.

Fonte: Valor Econômico

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