GESTORA BRASILEIRA FARÁ PESQUISA QUANTITATIVA PARA FUNDO DOS EUA

A gestora de fundos quantitativos Visia Investimentos, rebatizada como Giant Steps Capital - homenagem ao álbum de mesmo nome do saxofonista John Coltrane -, atingiu patrimônio de R$ 1 bilhão e entra numa fase em que vai extrapolar as atividade de gestão de recursos que desenvolve desde a sua origem, em 2012. Essa fronteira foi quebrada por um acordo recém-fechado com a americana Aperture Investors - asset criada no segundo semestre de 2018 por Peter Kraus, ex-presidente da AllianceBernstein e ex-cochefe global da divisão de investimentos do Goldman Sachs, em parceria com o grupo segurador Generali.

A Giant passará a fornecer pesquisa quantitativa para a estratégia New World Opportunities, da Aperture, que recebeu aporte de US$ 1 bilhão para alocar em outros fundos americanos e internacionais. O processo seletivo durou quase um ano e a ideia agora é fornecer tecnologia e consultoria para outras instituições dentro e fora do Brasil, afirma Rodrigo Terni, sócio da firma brasileira. "No final das contas, a gente se enxerga hoje mais como uma "fintech", uma empresa focada em tecnologia aplicada ao mercado financeiro. Começou com gestão e desenvolvimento para os nossos fundos, mas criamos uma tecnologia de ponta, uma inteligência que pode ser ofertada para outras instituições e outras áreas do mercado financeiro."

Enquanto no Brasil, a gestão quantitativa, baseada na combinação de algoritmos, ainda engatinha, com menos de R$ 5 bilhões em patrimônio reunido por cerca de uma dezenas de gestoras especializadas, no mercado global é a principal trilha de crescimento das assets independentes - não ligadas a bancos - nos últimos anos.

Os fundos lá fora superam a marca do US$ 1 trilhão e algumas casas lideram o ranking de "hedge funds" nos EUA - caso da AQR Capital (US$ 84 bilhões), Reinassance Technologies (US$ 57 bilhões), Two Sigma (US$ 39 bilhões) ou a Bridgewater Associates (US$ 138 bilhões), de Ray Dalio, que já se revelou fã do uso de ferramentas quantitativas. No Brasil, assets ligadas a grandes bancos, como Itaú e Santander, também vêm se valendo da abordagem quantitativa em suas estratégias.

Marcelo Siniscalchi, da Itaú Asset Management, em recente apresentação no congresso de fundos da Anbima, dizia que há uma infinidade de dados disponíveis, mas que o desafio é tratá-los, para "geração de ideias para o que acontece com os preços dos ativos". Segundo o executivo, na gestora há 600 mil séries de dados que ajudam a asset na tomada de decisões. O banco contratou empresas responsáveis por 70 robôs que capturam dados para que esses sejam trabalhados por "machine learning" ou usando modelagem de redes neurais.

No campo da gestão de recursos propriamente dito, a Giant prepara para junho um fundo de previdência quantitativo que vai combinar as duas estratégias da casa. A carteira será dirigida para o investidor qualificado, com patrimônio financeiro a partir de R$ 1 milhão, e na saída terá distribuição exclusiva da XP Investimentos. "É um segmento super carente. Os fundos já são um veículo importante para o investidor construir a sua poupança de longo prazo, fazer diferimento [tributário] por 30 anos", diz Terni.

Outra carteira quantitativa de previdência que chegou à plataforma da XP recentemente, em parceria com a XP Seguros, é a da Kadima, com o multimercado Kadima XP Seguros Prev FIE FIC FIM CP. A gestora reúne patrimônio de cerca de R$ 600 milhões, e desde 2013 já oferecia uma versão de previdência num acordo com a Icatu Seguros.

Nos fundos de investimentos genéricos, abertos para todo tipo de investidor, a Giant tem, basicamente, duas estratégias: a primeira foca em geração de retorno absoluto e é representada pelos fundos Zarathustra e Darius; a segunda privilegia a diversificação global e tem como veículos os fundos Axis e Sigma.

O Zarathustra, fundo mais antigo da Giant, e com fechamento para captação previsto para este mês, acumula retorno de mais de 215% do CDI desde 2012, enquanto o Axis, com de 150% do referencial, tem um histórico mais curto, desde 2017. Os dois estão em praticamente todas as plataformas de investimentos. O filhote Sigma, multimercado com resgate em 30 dias e que acata aplicações a partir de R$ 5 mil, também passou a ser distribuído por BTG Pactual Digital, Easynvest, Órama, Modal, Necton e Monetus.

Com algo entre 20% e 25% do patrimônio vindo das plataformas digitais, a ideia, segundo Terni não é crescer "desgovernadamente". O Darius e o Zarathustra têm capacidade para alcançar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, enquanto os fundos de diversificação global podem ir mais longe, com algo entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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