XP ASSET AMPLIA GRADE DE PRODUTO PARA ATINGIR R$ 100 BI

É com a ampliação da grade de produtos, com fundos estruturados, alternativos e de previdência que a XP Asset planeja atingir a marca de R$ 100 bilhões em recursos sob gestão até o fim de 2020. Se for bem-sucedida, será um salto significativo considerando-se o tamanho atual, com R$ 24 bilhões sob seu guarda-chuva, número que inclui fundos de participação em empresas (FIP) e de recebíveis (FIDC). Sob a métrica da Anbima, ao fim de fevereiro, a casa ocupava o 20º lugar no ranking de gestão. Se tivesse a cifra almejada hoje, a XP rivalizaria com as gestoras do BTG Pactual e do Safra, na sexta e sétima posições, respectivamente.

Com a perspectiva de manutenção da Selic em 6,5% ao ano, a demanda por investimentos de maior risco e maior retorno deve aumentar e, com esse pano de fundo, a gestora tem trabalhado para chegar não só à pessoa física que acessa a plataforma da XP, como também para atrair o investidor institucional e o capital estrangeiro.

Para tanto, a XP tem aprofundado a sua atuação em crédito estruturado e no chamado segmento de "special situations". É um conjunto que engloba estratégias em ativos sem liquidez, mas com perspectivas de bom retorno, como em dívida com garantia de empresas em reestruturação financeira, em recuperação judicial ou extrajudicial, compra de precatórios e processos de litígio. Segundo Fausto Silva Filho, sócio e gestor de renda fixa da XP Asset Management, tratam-se de fundos com potencial de atrair o capital externo e o público institucional. A gestora tem cerca de R$ 2 bilhões do público institucional, com a maior parte alocada em renda variável.

O executivo, que tem sob sua responsabilidade R$ 17,6 bilhões, diz observar ainda maior demanda por fundos de crédito privado com gestão ativa e de debêntures incentivadas pelos investidores de varejo, graças à popularização dessas carteiras nas corretoras.

Em crédito privado voltado para infraestrutura, além dos fundos de debêntures incentivadas, a gestora está com dois fundos em fase de estruturação: um FIDC de debêntures incentivadas e um FIP para investir em diversos projetos, incluindo aqueles em estágio pré-operacional. "O momento do Brasil traz a necessidade de desenvolver o setor de infraestrutura", diz Silva Filho.

A necessidade de recursos para financiar a infraestrutura é uma das apostas da gestora da XP para ter alternativas ao gosto do capital externo. A gestora captou R$ 146 milhões em um FIP de infraestrutura. Outro FIDC do segmento está em fase de estruturação. "Há interesse dos investidores estrangeiros que podem vir a reboque do movimento de olhar para o Brasil", diz Silva Filho.

Para adequar a alocação em ativos menos líquidos, a XP tem lançado fundos com prazo de carência maior para resgate. A gestora tem fechado os portfólios para novas captações e procurado levantar novos recursos quando já tem um cronograma mapeado de novas emissões.

O executivo vê um momento igualmente favorável para os fundos imobiliários. "As incorporadoras estão voltando a fazer lançamentos e o preço do aluguel está subindo", diz.

Com a compra da gestora Vista Real Estate, há cerca de um ano, a XP ampliou o portfólio de fundos imobiliários e, hoje, esse segmento reúne R$ 2,4 bilhões, em cinco fundos. A gestora investe nos segmentos residencial, em loteamento, galpões e acabou de lançar um fundo para investir em hotéis, o XP Hotéis, que está soma R$ 370 milhões.

A XP Asset também vê potencial de crescimento com a reforma da Previdência. "Os investidores vão ter que ter mais educação financeira e buscar os fundos de previdência privada. Hoje essa indústria está muito concentrada nos bancos e acho que isso vai mudar", afirma Marcos Peixoto, sócio e executivo-chefe da XP Asset Management.

Segundo Peixoto, que também gere os fundos de renda variável ao lado de João Luiz Braga, desde o fim das eleições os investidores vêm aumentando a procura por ativos de risco, apesar dos momentos de maior volatilidade e das idas e vindas em torno da reforma da Previdência.

Apesar de considerar que a bolsa nos níveis atuais não está "uma barganha", Peixoto afirma que segue otimista com o mercado acionário. "O Brasil ficou muito tempo em recessão e agora está pronto para crescer. A tendência é no médio e longos prazos se revisar as estimativas de lucro das empresas", diz.

Ao todo, a XP tem cerca de R$ 5 bilhões em fundos de renda variável. Vinha, desde 2016, carregando um portfólio mais otimista, com investimentos mais agressivos, o que inclui alocação em ações de empresas estatais, conta Peixoto.

Fonte: Valor Econômico

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