IPIRANGA AGRO FECHA CAPTAÇÃO DE R$ 200 MI COM DEBÊNTURES

O uso desse instrumento para essas companhias foi liberado em junho

A Ipiranga Agroindustrial concluiu emissão de R$ 200 milhões em debêntures incentivadas de infraestrutura. Foi a primeira operação com esse tipo de papel, que conta com incentivo fiscal, de uma empresa do agronegócio. O uso desse instrumento para essas companhias foi liberado em junho, por meio de uma portaria do Ministério de Minas e Energia, que incluiu no rol de empresas e projetos elegíveis para essas debêntures usinas de açúcar e etanol, além de projetos de exploração e produção de petróleo e gás natural.

A operação obedeceu à Instrução 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que prevê esforços restritos de venda dos papéis. O banco coordenador foi o Itaú BBA, que contou com a assessoria do Mattos Filho Advogados. O papel tem prazo de sete anos e saiu a IPCA + 2,6%.

Os recursos serão usados pela Ipiranga na manutenção de canaviais destinados à produção de etanol das safras de 2018/2019 e 2019/2020. Sócios da família Tittoto, fundadora da empresa, deram fiança na operação. 

O Itaú BBA deu garantia firme para a oferta e acabou concentrando todos os papéis. Após um período de restrição à venda, essas debêntures deverão ser vendidas pelo banco a outros investidores.

Apesar de a oferta não ter ficado pulverizada no mercado, Thiago Munhoz, superintendente de renda fixa do Itaú BBA, afirma que ela é emblemática para o setor, por ter sido primeira e representar o acesso a uma nova modalidade de financiamento. Na avaliação dele, esse tipo de captação será relevante para as empresas do agronegócio, que poderão acessar prazos mais longos e novos investidores, como fundos dedicados ao setor.

Segundo Munhoz, as empresas agrícolas têm recorrido aos CRAs (certificados de recebíveis do agronegócio), que têm prazo médio menor do que o das debêntures de infraestrutura. Além disso, os CRAs ficam concentrados nas mãos do investidor de varejo. “A debênture incentivada será importante para que essas empresas consigam diversificar prazos e perfis de investidores, reduzindo a exposição a linhas bancárias, que são mais caras.”

Munhoz acredita que mais dez operações do setor devem sair no curto prazo. Já estão aprovadas pelo ministério emissões de Raízen, Usina Melhoramentos Norte do Paraná e Delta Sucroenergia.

Fonte: Valor Econômico

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