CAPTALYS E INDIGO FINANCIAM PRODUTOR

Gestora e startup americana criam fundo de R$ 120 milhões direcionado a sojicultores

A Captalys, que atua na estruturação de fundos de recebíveis e reúne cerca de R$ 2,5 bilhões em ativos sob gestão, e a Indigo, startup americana criada em 2014 com foco em biotecnologia e digitalização, uniram forças para financiar agricultores no Brasil.

Tendo em vista a mudança do perfil de crédito rural no país, marcada pela redução da oferta de recursos a taxas subsidiadas, e a queda da taxa básica de juros da economia ao menor nível da história, as parceiras puseram à disposição dos produtores R$ 120 milhões para a compra de sementes em troca de suas colheitas.

Segundo as empresas, o fundo foi estruturado pela Indigo e tem a semente “probiótica” Indigo Soja, tratada com biotecnologia desenvolvida pela startup, no centro da operação. Os negócios são garantidos por Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas pelo agricultor e registrada em cartório, e pagos em prazo safra com parte da colheita.

Em entrevista ao Valor, Margot Greenman, sócia fundadora e CEO da Captalys, e Dario Maffei, vice-presidente de global markets e América Latina da Indigo, afirmaram que os recursos desse primeiro fundo, aportados pelas duas empresa, já foram comprometidos e que as sementes começaram a ser entregues na semana passada.

“Vimos a oportunidade de construir a infraestrutura necessária para aproximar médios produtores, que têm dificuldades para acessar o crédito que eles precisam, e investidores que, muitas vezes, não sabem como aplicar recursos no setor”, disse Margot.

Com estruturas de controle, transparência e liquidação do fluxo de dinheiro, afirmou, os investidores interessados podem construir uma carteira sólida e diluir riscos, até porque as ferramentas digitais à disposição hoje fazem o monitoramento das condições de produção de uma fazenda de maneira eficiente e segura. 

Nesse sentido, os parceiros deixaram claro que os primeiros R$ 120 milhões são um projeto-piloto e que, no futuro próximo, pretendem criar novos fundos do gênero com recursos de outros investidores. E a ideia é ampliar o financiamento para produtores de outras culturas.

“O importante é oferecermos crédito de maneira mais ágil e menos burocrática.

Estamos estudando outros avanços, como o uso de CPRs eletrônica no processo, para reduzirmos custos”, afirmou Dario. Mas o ritmo da evolução dependerá dos resultados que passarão a ser gerados agora.

Segundo Dario, em outubro os primeiros relatórios de monitoramento das lavouras dos produtores financiados começarão a ser conhecidos. A partir daí, disse, “laços de comunicação” serão estreitados e o modelo criado por Indigo e Captalys poderá deslanchar.

Fonte: Valor Econômico

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